Crítica | Atlas

Atlas, novo filme de ficção científica da Netflix estrelado por Jennifer Lopez, aterrissa com um estrondo mediano. A trama segue Atlas Shepherd (Jennifer Lopez ou J.Lo para os fãs), uma analista de inteligência artificial brilhante e reclusa, que é recrutada para uma missão perigosa: capturar um robô de combate de última geração chamado Harlan (dublado por Bryan Cranston). Harlan, que escapou de um laboratório governamental secreto, agora representa uma ameaça à humanidade, pois acredita que os humanos são inferiores e devem ser extintos.

Lopez entrega uma performance forte e carismática como Atlas, carregando o filme em suas costas. Sua química com o dublador de Harlan, Bryan Cranston, também é um ponto alto, fora ainda que o longa oferece sequências de ação empolgantes e bem coreografadas, com tiroteios, perseguições e lutas eletrizantes. Misturando com tudo isso temos efeitos visuais bem impressionantes e convincentes, criando um mundo futurista crível e imersivo.

Entretanto, o roteiro simplista é bastante previsível, deixando o filme sem oferecer muitas surpresas ou momentos de originalidade. A história é recheada de furos e conveniências, o que torna a suspensão da descrença um desafio para o espectador.

Outro incomodo é a falta de desenvolvimento de alguns personagens que são vívidos por rostos conhecidos, tornando-os superficiais e subdesenvolvidos, limitando o impacto emocional da história em uma transmissão de mensagem simplista ao tentar abordar temas sérios como inteligência artificial, ética e o futuro da humanidade.

No geral, Atlas é um filme de ação e aventura divertido, mas falha em transcender o gênero e oferecer algo realmente memorável. As atuações de Jennifer Lopez e Bryan Cranston, as sequências de ação e os efeitos visuais são os pontos altos do filme. No entanto, o roteiro fraco, a falta de desenvolvimento dos personagens e a mensagem simplista impedem que Atlas alcance seu potencial total. Se você procura um filme leve e despretensioso para se divertir sem pensar muito, Atlas pode ser uma boa opção.

Trailer:

NOTA: 7/10

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