Focando em um clima de terror, o jogo eletrônico Daymare 1998, feito pela desenvolvedora indie Invader Studios e distribuído pela Destructive Creations, tenta fazer uma alusão entre os jogos de terror do final do século XX (Resident Evil e Silent Hill) com gráficos atuais fornecidos pela Engine Unreal 4.
O jogo se passa em uma cidade onde um certo vírus, liberado de maneira grotesca, transformou seus cidadãos em zumbis ou coisas piores.

Tendo diversos cenários como bairros apocalípticos, hospitais, esgotos, etc, Daymare busca uma sensação de nostalgia para os jogadores mais antigos, embora, infelizmente sendo produzido por um estúdio pequeno, a tal sensação acaba se transformando em uma leve, se não forte, sensação de raiva e frustração devido aos seus comandos demorados e a jogabilidade lenta por parte do protagonista.

Uma iluminação bonita proporcionada pela Unreal 4 que infelizmente não salva Daymare de seus personagens com aparência de bonecos da Barbie cobertos de óleo e suas animações inferiores ao que estamos acostumados. Apresentando um combate frustrante e lutas contra chefes nem um pouco emocionantes, Daymare deixa muito a desejar até mesmo para os que procuram algum sentimento de nostalgia.

O jogo possui uma tradução em português, mas infelizmente é a de Portugal, porém conseguimos entender normalmente e temos inicialmente um contrato que não está traduzido, a média de tempo dos carregamentos são de 5 segundos, já a inicial é de 10 segundos. O game não possui inventário, então o sistema de cura é por segundo automático e no jogo existe vários colecionáveis espalhados pelo mapa, estátuas de veados, sendo que para se obter esses colecionáveis somente atirando.

Temos três protagonistas nesse jogo, o que me deixa muito triste, pois cada um é uma pessoa diferente com o mesmo tipo de jogabilidade. É como se qualquer pessoa no jogo tivesse o mesmo treinamento militar, os inimigos mortos deixam uma poça de sangue no chão e devido a bugs no cenário, as vezes nem aparece.

Fora ainda que temos dois tipos de “cutscenes” no jogo, as que são pré-renderizadas e as que são renderizadas com o gráfico do jogo, ambas são exageradamente estranhas e nada plásticas (ênfase nas que utilizam o gráfico do jogo), e temos no jogo um sistema de munição que é um diferencial do jogo (rápida e lenta). A rápida deixa o seu pente no chão, perdendo a munição existente na arma até que você a pegue de volta no chão e a lenta você guarda o pente no bolso, podendo reutilizar a munição no mesmo pente sem ter que pegá-lo no chão.

A história é bem clichê, onde temos um vazamento de um vírus em uma cidade (só para dar um motivo para aquelas coisas estarem acontecendo), temos pouca variedade de zumbis e as lutas contra os chefões são entediantes e parecem ser sempre a mesma luta e os Inimigos são “esponjas de balas”, ou seja, precisam de 5 ou mais balas na cabeça para morrerem.

No jogo existe também um sistema de save manual no jogo, mas a grande maioria do jogo é salvo automaticamente, temos puzzles que são chatos e tendem a sofrerem uma dificuldade maior pelo design escolhido para eles, como por exemplo, em um deles o jogo te explica de um jeito, mas você tem que fazer de outro, fora os muitos dos cenários parecem ser repetitivos e temos muitos documentos a serem coletados para acrescentar a história (embora não sejam totalmente necessários para entender o que está acontecendo, servem mais como mais um coletável no jogo).


O jogo tenta ser algo que não consegue e falha miseravelmente. A organização responsável pela criação do vírus é quase uma cópia direta da clássica “umbrella corp.” e os zumbis te agarram assim que você chega perto deles, tornando o combate corpo a corpo inútil, o sistema de “leva e trás” de itens é executado de maneira chata e tediosa (provavelmente devido ao fato do jogo ser travado e com cenários repetidos) e os cenários são reaproveitados, ou seja, as vezes você passa pelo o mesmo lugar com outro protagonista, mas por uma rota ou direção diferente.

A dublagem não é o forte do jogo, parece mais leitura de um roteiro sem emoção mesmo, o jogo é bem otimizado no PC e a imprecisão da mira é constante, principalmente se jogado com um joystick, fora que jogar no easy (modo fácil)  ou no very hard (modo Daymare, muito difícil) não faz diferença nenhuma na gameplay.

infelizmente é mais um jogo com uma boa premissa que acaba tentando fazer mais do que eles conseguem e acaba parecendo um trabalho mal feito.

 

As partes belas do jogo são devidas a Engine, que é a Unreal 4, então não tem como o jogo ser muito feio, exceto em um nível onde o jogo se passa de dia, que os gráficos são dignos de PlayStation 2, terríveis de se olhar.

 

Nota: 1,5 / 5


Essa review foi desenvolvida com uma cópia do jogo para PC gentilmente fornecida pela Nuuvem. Para adquirir o game Daymare: 1998, clique aqui.


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