Em 2017, é seguro dizer que poucos esperavam que O Poderoso Chefinho de Tom McGrath, fosse o sucesso de quase $ 530 milhões que
foi para a Dreamworks. Inspirado nos livros de imagens de Marla
Frazee, O Poderoso Chefinho foi sem dúvida um filme que jogou totalmente
seu conceito central e apesar de receber uma indicação ao Oscar (sim, isso
realmente aconteceu), o filme não era uma produção maravilhosa igual dos
populares estúdios Disney/Pixar, Laika e Ghibli. 

Com isso em mente, é justo dizer que poucas expectativas
foram criadas para o retorno da animação O Poderoso Chefinho 2: Negócios da Família. Com seu enredo caótico e a disposição um tanto cólica podem deixar os
espectadores da sequência produzida pela Universal Pictures desejando que a
cegonha tivesse ficado em casa desta vez.

A produção tem sua graça com algumas as risadas e o seu
ritmo frenético, mas o seu tom é irritante e difícil de assistir, pois décadas,
em vez de meros anos, se passaram para os dois personagens principais do
primeiro filme, os irmãos Tim (voz de James Marsden, que substitui Miles Bakshi
e Tobey Maguire) e Ted (voz de Alec Baldwin) Templeton atingiram a vida adulta
e a dupla que antes tinham uma boa parceria acabaram agora se tornando rivais.

Tim é um marido dedicado (sua esposa, Carol, é dublada por
Eva Longoria) e pai de duas meninas. No entanto, quando ele encontra sua
própria filha Tina (Amy Sedaris), que é uma agente secreta da BabyCorp, ele
deve trabalhar com seu irmão mais novo Ted, que por outro lado é um magnata
obstinado e solteiro, ocupado demais para cultivar relações com seus
parentes. Em vez disso, ele se contenta em comprar presentes luxuosos para
eles.

O Poderoso Chefinho 2: Negócios da Família é uma sequência
pitoresca que visa atingir a marca para adultos e crianças, embora não consiga
esse feito sem esforço, esta sequência ainda tem um nível de energia inabalável
que é tão ininterrupto que eventualmente ela simplesmente o conquista com suas
mensagens de positividade. Além disso, tem ninjas bebês, um vulcão de
mentos e uma criança assustadora.

Por trás da vertigem de sua premissa este é um filme
bem-intencionado sobre a valorização da família, da infância, da vida e dos
nossos diversos talentos como pessoas. É certo que você já viu muitas
dessas ideias antes, mas o roteiro de Michael McCullers e a direção de McGrath
continuam jogando o coração em você ao evocar algumas cenas impressionantes e
malucas com alguma magia visual para arrancar.

Não adianta nada que haja um conjunto igualmente enérgico de
performances vocais aqui também, com Baldwin fazendo algumas das piadas
sardônicas funcionarem melhor, já que este filme parece suavizar algumas das
piadas colocadas antes. Enquanto isso, o vilão pop de Jeff Goldblum (que é
sempre uma presença bem-vinda em qualquer filme rouba várias vezes cenas,
enquanto o Wizzie de James McGrath (o despertador assistente da infância de
Tim) é uma alegria não celebrada em vários momentos. 

No geral, O Poderoso Chefinho 2: Negócios da Família é
uma animação boba e servirá como um entretenimento familiar agradável,
inofensivo e colorido para seus filhos em um fim de semana. A produção cumpre
sua tarefa de retornar a esse universo infantil inesperadamente bem-sucedido e
encontrar algo divertido para as crianças.

 Nota: 3/5


Sinopse:

O Poderoso Chefinho 2 – Negócios da Família acompanha novamente os irmãos Tim e Ted, agora adultos e vivendo vidas separadas. Enquanto Tim construiu uma vida calma no subúrbio com sua esposa, Carol, e as filhas, Tabitha e Tina, Ted se transformou em um mega empresário que resolve todos os problemas com dinheiro. Mas quando Tim descobre que sua filha caçula também é agente do BabyCorp, ele precisará da ajuda do irmão mais novo para lidar com a situação.Classificação indicativa livre, contém violência fantasiosa.

Trailer:

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