Uma das produções mais aguardadas
no ano, a série de um dos maiores Jedi já conhecidos da cultura pop, Obi-Wan
Kenobi, finalmente estreou no serviço de streaming Disney+. Mesmo sofrendo com
amor e ódio pelos fãs, é unanime que as prequels ficaram marcadas com a belíssima
atuação de Ewan McGregor interpretando Obi-Wan Kenobi e é difícil imaginar
alguém além dele fazendo a versão mais jovem do personagem icônico que ficou
famoso por Alec Guinness em Uma Nova Esperança.

A primeira parte de 6 episódios
no total fazem um tremendo trabalho de levar para casa a monotonia da
existência de Ben cuidando de Luke em Tatooine, embora seja aparente que depois
de se desligar da Força em um esforço para manter o menino seguro, Obi-Wan
perdeu o caminho e não é mais o bravo herói que uma vez entrou em ação para
lutar contra o General Grievous e seu ex-amigo Anakin Skywalker em A Vingança dos Sith. 

Há quase um elemento de covardia em Ben quando o encontramos, mas como seus
pesadelos nos lembram, Obi-Wan passou por tantos traumas que não é de admirar
que ele não consiga encarar o pensamento de ser o homem que já foi. Seja medo,
frustração, desesperança ou mais provavelmente uma combinação de ambos, Kenobi
é um homem quebrado e o desempenho de McGregor é fenomenal e fascinante de
assistir. Ele traz uma profundidade incrível para esse papel com apenas um
olhar passageiro no rosto do Jedi que torna o suficiente para fazer o público
sentir o que ele é sob a superfície. O retorno do ator como Obi-Wan tem sido
muito discutido e altamente antecipado e tudo o que vemos aqui mostra que valeu
a pena esperar.

À medida que a inédita história
se desenrola conhecemos alguns personagens coadjuvantes divertidos (Kumail
Nanjiani é uma delícia como Haja, um bandido com um coração de ouro) e passamos
um bom tempo com os Inquisidores. O Grande Inquisidor de Rupert Friend parece
consideravelmente melhor em ação do que algumas das imagens que vimos nos trailers, embora ele não tenha a mesma presença dominante de Jason Isaacs em
Star Wars Rebels, sua interpretação do vilão é inegavelmente intimidante. A
Reva de Moses Ingram é a principal antagonista até agora, embora a atriz ainda
não pareça totalmente confortável interpretando uma vilã que claramente deveria
ser um pouco mais complexa do que seus companheiros. 

Há espaço para que isso
seja melhor explorado nos próximos 4 episódios e embora haja momentos em que
ela seja muito boa, Reva não demonstra ser uma personagem aterrorizante ou
interessante quanto precisa ser para a trama. Se a vilã não rouba a cena, no
entanto Vivien Lyra Blair se equipara ao talento de McGregor como a jovem Leia
Organa. A atriz mirim rouba a cena e fica até difícil imaginar como Carrie
Fisher ficaria orgulhosa desse retrato formidável, espirituoso e altamente
agradável da princesa Leia. Blair faz a justiça da Leia que conhecemos em Uma
Nova Esperança e diríamos que a suposta decisão de mudar o foco de Luke para
ela foi a certa para Obi-Wan Kenobi. 

A diretora Deborah Chow já se
estabeleceu como uma boa contadora de histórias no universo Star Wars após dirigir
alguns dos melhores episódios de The Mandalorian, como showrunner e diretora desses
primeiros episódios em Obi-Wan Kenobi, vemos que ela foi uma jogada sábia da
parte da Lucasfilm juntamente com o roteirista Joby Harold (que é um dos roteiristas do aguardado filme The Flash) que juntos expandem de maneiras
satisfatórias e significativas uma narrativa forte e um bom trabalho de
personagens. 

Há muitos momentos agradáveis ​​aos fãs (incluindo algumas
participações especiais imperdíveis), mas são os pequenos momentos que
realmente ajudam a tornar esta série especial, como as interações de Obi-Wan
com alguns rostos familiares do passado desta franquia são evidências disso,
enquanto sua dinâmica com Leia promete ser um destaque da série no futuro. Com
quatro episódios restantes e um certo Lorde Sith ainda para fazer sua presença
ser totalmente sentida, ainda há muita história a ser contada, mas este é um
começo forte e que prepara o cenário para o que parece ser uma produção imperdível
que é reforçada por uma ação estelar e uma trilha sonora emocionante de Natalie
Holt que são misturadas com visuais que devem deixar os fãs das prequels e das
sequels bem felizes.

No geral, Obi-Wan Kenobi parece o
pacote completo e exatamente a série que os fãs de Star Wars estavam esperando,
com apenas 2 episódios podemos perceber que toda a espera valeu a pena e a exuberância
em acompanhar o talento de Ewan McGregor nos transmite um capricho que o ator e
a produção têm em nos mostrar grandes surpresas que serão aumentadas nos
próximos episódios para se equilibrarem no mesmo nível de The Mandalorian como uma
das melhores séries de TV de Star Wars.


Nota: 5/5

Trailer:



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