Crítica | TOP GUN: MAVERICK
Após trinta e cinco anos do lançamento do primeiro filme Top
Gun: Ases Indomáveis, Tom Cruise retorna a pilotar um caça militar em Top Gun:
Maverick. A história deste novo filme já começa com uma sensação nostálgica
absurda, porque eles tentaram fazer a abertura semelhante que tinha dos caças
com portas aviões e em determinado momento eu cheguei a achar que eu estava vendo
o filme errado e que colocaram na verdade o primeiro longa. 

Logicamente isso é uma das peculiaridades deste novo filme, ter
cenas que teoricamente mexem com a nostalgia do primeiro filme, pois temos
momentos como os com porta-aviões que são mais modernos e uma dessas cenas ficaram
muito interessantes justamente para quem adorou o primeiro longa e vai perceber
isso logo nos primeiros minutos do filme.

Em Top Gun: Maverick vemos que após 30 anos o personagem Pete
Mitchell (Tom Cruise) continua como piloto de caça da marinha, porém ele está
cuidando de projetos do governo e nesse meio tempo acontece algumas coisas que
mostram que ele ainda tem aquele jeito teimoso desde o primeiro filme e isso
faz com que ele volte para o programa Top Gun de um jeito bem peculiar. Para
quem não lembra, o curso Top Gun é para treinar uma equipe com os doze melhores
pilotos e adivinha quem vai treinar junto novamente com a equipe Top Gun? Sim, Pete Mitchell.

Não vou entrar em detalhes dessa situação e o porquê ele foi
parar ali, mas o que eu posso adiantar é que a partir daí o filme começa a
apresentar cenas incríveis dos caças e eu tenho quase certeza que aquilo foi
filmado dentro dos caças, pois tudo ali pareceu ser tão real e as cenas com os
pilotos conseguindo pilotar os caças com manobras difíceis me passou muita
emoção. Fora ainda que essas cenas te prendem com os novos pilotos tentando
serem os melhores que o lendário Pete Mitchell e isso acabou
dando um gás bastante interessante na química desses novos personagens e também
na interação do personagem de Tom Cruise para dosar o ego e a teimosia desses
jovens pilotos que eram iguais a ele na sua juventude. Essa lição de ego
inflado por ser indomável e o maioral mostram que Pete Mitchell acabou vendo que
a sua equipe começou a mudar e a trabalhar em equipe, essa relação é muito boa e
isso acaba te prendendo no filme.

Além de muitas cenas de ação e a disputa de egos inflados,
nesta continuação temos também um toquezinho de romance igual ao primeiro
filme, mas dessa vez ele é bem mais sutil, o que acaba sendo uma das boas saídas
no enredo envolvente de Top Gun: Maverick que acaba se tornando uma continuação
excelente. Pois é muito difícil quando os filmes criam uma continuação muitos
anos depois e você acaba ficando um pouco com receio se eles vão estragar o legado
do filme anterior e com este novo filme não temos isso, pois Tom Cruise acaba
sendo primoroso neste filme e eu acho que inclusive ele atuou bem melhor neste
continuação do que no original, pois o primeiro é marcante por ser um dos
filmes que colocou o astro nos holofotes e aqui ele traz sua experiência que
conta com uma participação especial incrível do também astro Val Kilmer, que
estrelou o primeiro filme com Tom Cruise e que passou recentemente por um
problema de câncer na garganta. A aparição de Kilmer é decisiva para o caminhar
do filme.

No geral, Top Gun: Maverick tem uma ótima história e a
estrutura dessa continuação é incrível e chega a superar até o filme original.
Temos cenas de ação incríveis com disputas que farão você vibrar em frente a tela
do cinema.

 
Nota: 5/5
Sinopse:
 

Depois de mais de 30 anos de serviço como um dos principais aviadores da Marinha, Pete “Maverick” Mitchell está de volta, rompendo os limites como um piloto de testes corajoso. No mundo contemporâneo das guerras tecnológicas, Maverick enfrenta drones e prova que o fator humano ainda é essencial.

 
Trailer:
 
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NOTA: 10/10

1 comentário em “Crítica | TOP GUN: MAVERICK

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